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A importância do manejo sanitário do rebanho

19
out 2016
A importância do manejo sanitário do rebanho

A pecuária no Brasil é um dos setores que mais movimenta a economia. Hoje, o país já conta com tecnologia e rebanho capazes de atender os mercados mais exigentes do mundo. Muito do sucesso da pecuária se deve ao investimento em qualidade e gestão, que vem sendo aprimorado de acordo com o crescimento da demanda. Porém, por mais que exista conhecimento e ferramentas, a pecuária bovina não é uma atividade que se mantém sustentável por si só. Além de se preocupar com a gestão da propriedade, a formação e o manejo das pastagens, o controle zootécnico e reprodutivo, o produtor precisa dar a devida atenção ao manejo sanitário do gado.

A adoção de boas práticas é essencial, pois independentemente do tamanho do rebanho, a ocorrência de doenças e parasitas pode comprometer o desempenho da atividade. Quando não controlados, esses agentes comprometem a qualidade do couro, da carne e do leite, dificultando a comercialização do produto final. Além disso, o manejo realizado de forma incorreta acaba favorecendo à criação de barreiras sanitárias pelos mercados consumidores, prejudicando o setor como um todo. No post de hoje, vamos tratar um pouco sobre a importância do manejo sanitário do gado, ajudando você a controlar melhor o seu rebanho! Quer saber mais? Então confira as dicas que preparamos!

O que são boas práticas para o manejo sanitário?

A adoção de boas práticas pelo produtor visa manter a qualidade do rebanho visando atender às exigências e interesses do mercado. Constantemente, o mercado de bovinos é afetado por novas exigências impostas especialmente de países importadores. Por isso, é essencial que o produtor se prepare para oferecer o melhor produto final.

Quando se tratar de um bom manejo sanitário, o produtor deve estabelecer algumas ações que garantam a saúde e a qualidade do rebanho, evitando a proliferação de doenças que podem comprometer não apenas a saúde do animal, mas a lucratividade do seu negócio.

Veja algumas das boas práticas que podem ser adotadas na administração do seu rebanho:

Calendário de controle sanitário

Uma das medidas simples, porém que auxilia muito na prevenção e no controle de enfermidades é a adoção de um calendário anual de controle sanitário. Com a orientação de um médico veterinário, estabeleça todas as datas de vacinação do rebanho de acordo com os programas oficiais. Febre aftosa, brucelose e raiva são algumas das doenças que possuem datas para a imunização obrigatória.

E, atenção! Com relação à raiva, ainda que alguns Municípios não venham vacinando, é importante destacar que essa enfermidade ainda não está erradicada no Brasil. Por isso, é ideal que o produtor invista na vacinação para evitar a contaminação e a perda do rebanho, já que se trata de uma doença letal.

Controle de transmissores e vermes

É essencial que o produtor mantenha em dia a vermifugação do rebanho, bem como o controle de parasitas que também são responsáveis pela transmissão de doenças, como é o caso do carrapato, por exemplo.

Treinamento de pessoas

É importante que os profissionais que atuam diretamente com os animais saibam reconhecer os sintomas das principais doenças que afetam os bovinos, além de manipular e aplicar corretamente vacinas e medicamentos. O produtor deve investir em palestras e treinamentos, ensinando sua equipe a realizar o trabalho de forma precisa e eficiente.

Medidas de isolamento e contenção de contaminação

Muitas das doenças que afetam o rebanho são contagiosas e transmissíveis. Por isso, é importante contar com áreas de isolamento, que evitem o contato do animal suspeito de contaminação, até que os cuidados veterinários sejam tomados.

Contato com a Vigilância Sanitária

Algumas doenças vesiculares e síndromes nervosas são de comunicação obrigatória segundo a legislação vigente. Por isso, diante de casos de suspeita, o produtor e sua equipe devem contatar a Vigilância Sanitária.

Atendimento ao Programa Nacional de Erradicação da Brucelose e Tuberculose

O PNEBT visa proteger a saúde pública erradicando essas doenças  por meio de instruções específicas, tais como o controle da vacinação, atendimento à programas de certificação, da legislação que regulamenta o trânsito de animais, a administração e atualização de fichas de controle, aplicação correta das vacinas em áreas específicas do animal, entre outros.

Outras enfermidades comuns ao rebanho, como leptospirose, carbúnculo sintomático e cisticercose bovina também merecem atenção e práticas específicas de controle pelo produtor.

Você já possui medidas de manejo sanitário para o seu rebanho? Como realiza o controle? Deixe seus comentários abaixo e compartilhe sua experiência.

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