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Manejo de Ordenha: os cuidados com a nutrição e a higiene na redução da mastite em vacas leiteiras

21
Jun 2017
Manejo de Ordenha: os cuidados com a nutrição e a higiene na redução da mastite em vacas leiteiras

A ordenha é a atividade de maior importância para a pecuária leiteira. Quando realizada de forma eficiente e correta, a ordenha trará maior quantidade e melhor qualidade do leite. Porém, quando as vacas entram na ordenha fracas ou doentes, certamente darão menos leite, e é possível que gerem prejuízos ao pecuarista.

Neste contexto, é consenso que a pecuária leiteira engloba diversas ações que, se bem realizadas, garantirão boa produtividade. E, dentre essas ações, uma boa nutrição e um eficiente combate ou eliminação dos agentes da mastite são essenciais

Contudo, muitos pecuaristas fornecem alimentação pouco balanceada às suas vacas leiteiras, ou cometem erros no momento da ordenha, fazendo com que as taxas de tetos infectados por patógenos sejam elevadas, o que compromete todo o sistema.

Desse modo, é muito importante que as vacas recebam boa alimentação, atendendo todas as suas necessidades nutricionais e o momento da ordenha seja realizado seguindo alguns cuidados básicos que garantirão a saúde do rebanho. Saiba quais são eles.

Mastite Bovina: sério problema no momento da ordenha

A mastite bovina caracteriza-se por inflamações da glândula mamária ocasionadas por diversos microrganismos. Tal processo inflamatório apresenta caráter contagioso e de fácil transmissão, sendo um sério problema para a pecuária leiteira.

Certamente, este o principal determinante de importantes perdas econômicas, principalmente devido à redução da produção leiteira, maior necessidade de mão de obra durante o manejo, descarte do leite de animais infectados ou em tratamento e substituição das vacas leiteiras cronicamente infectadas.

A mastite em vacas pode se manifestar, basicamente, de duas maneiras:

Mastite clínica: na qual há a presença de sintomas inflamatórios no úbere e tetas, e alterações visíveis no leite (com menor volume secretado, grumos, pus ou aspecto aquoso). Febre, perda de apetite, queda de produção, e morte (em casos extremamente graves) são outros sintomas que podem aparecer.

Mastite subclínica: é o tipo de mastite com maior prevalência. Estudos indicam que, para cada caso de mastite clínica. há cerca de 15 a 40 casos de mastite subclínica. Na subclínica, há ausência de sintomas inflamatórios ou de alterações visíveis no leite, porém há significativa queda de produção e aumento de células.

A mastite pode ter diferentes causas, muitas delas associadas ao manejo da ordenha, sendo necessário aprender a identificá-las e controlá-las na busca da redução da incidência desta doença nos rebanhos.

Cuidados para reduzir os efeitos da mastite

A redução de casos de mastite está intimamente relacionada com a higiene das instalações, da sala e do dia a dia da ordenha.

manejoordenha-blog2É importante que o produtor leiteiro tenha um programa de controle de mastite, que priorize a redução da taxa de novas infecções. Isso será obtido com o uso de medidas de higiene das vacas de ordenha (conhecidas como pré e pós-dipping), além de um adequado funcionamento e desinfecção dos equipamentos a cada final do ciclo. Para uma desinfecção eficaz (do teto e das instalações) é necessário o uso de um antisséptico tópico, indicado como desinfetante, emoliente e selador.

Este produto é recomendado pela sua ação emoliente e seladora, que evita a rachadura dos tetos e a contaminação até a próxima ordenha. Quando diluído, pode ser utilizado na desinfecção e limpeza de estábulos, ordenhadeiras, equipamentos e instrumentos usados na agropecuária, eliminando os possíveis microrganismos presentes.

O treinamento da equipe também é essencial para que casos de mastite sejam diminuídos entre as vacas do rebanho. É necessário que os funcionários saibam fazer a ordenha da forma correta, seguindo uma linha (vacas primíparas sem mastite, vacas pluríparas que nunca tiveram mastite, vacas que já tiveram mastite e que já foram curadas, vacas com mastite subclínica, e, por último, as vacas com mastite clínica), garantindo que não haja contaminação entre as vacas leiteiras.

É importante que o trabalhador saiba identificar casos de mastite (fazendo uso da CMT e do teste da caneca de fundo preto) para, assim, informar o médico veterinário responsável, que deverá iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Tratamento da mastite

Caso o ordenhador tenha um caso de mastite confirmado, é importante que a vaca leiteira seja devidamente tratada para que se recupere o mais rápido possível. Geralmente são utilizados medicamentos anti-inflamatórios e antibióticos, como as pomadas com ação antisséptica, descongestionante, hidratante e cicatrizante.

Importância da nutrição na redução da mastite

Há uma clara relação entre o manejo nutricional e a ocorrência de mastite quando uma vaca leiteira é bem nutrida, tem sua resistência a patógenos melhorada.

Alguns micronutrientes e vitaminas, além de promover o aumento da produção de leite, têm relação direta com o funcionamento adequado do sistema imune. Se bem balanceados na dieta, afetam a capacidade da vaca leiteira em responder mais rapidamente a uma nova infecção da glândula mamária.

A dieta balanceada é essencial na proteção fisiológica das vacas leiteiras contra patógenos infecciosos. Assim, selênio, vitamina E, vitamina A, betacaroteno, zinco (Zn) e cobre (Cu), são alguns dos elementos que, comprovadamente, garantem melhor imunidade de vacas. E o mais importante: a suplementação destes micronutrientes na dieta tem baixo custo, resultando em uma relação custo-benefício favorável, quando aplicada em conjunto com as demais medidas de controle recomendadas.

Na pecuária leiteira, diversos são os pilares que garantem uma boa ordenha, porém o manejo nutricional, sanitário e as medidas curativas são os que garantem um processo de ordenha eficaz, com menores ocorrências de mastite e maior produtividade.

Você tem problemas com mastite em seu rebanho? Sabe a causa (e como solucionar) estes problemas? Conte para nós pelos comentários e até a próxima.

 

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