{"id":2051,"date":"2019-04-02T13:28:37","date_gmt":"2019-04-02T16:28:37","guid":{"rendered":"http:\/\/sub.labovet.com.br\/novo?post_type=blog-pet&#038;p=2051"},"modified":"2024-11-28T16:15:34","modified_gmt":"2024-11-28T19:15:34","slug":"rio-de-janeiro-enfrenta-epidemia-de-esporotricose","status":"publish","type":"blog-pet","link":"https:\/\/labovet.com.br\/en\/blog-pet\/rio-de-janeiro-enfrenta-epidemia-de-esporotricose","title":{"rendered":"RIO DE JANEIRO ENFRENTA EPIDEMIA DE ESPOROTRICOSE"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>esporotricose<\/strong> \u00e9 uma zoonose (enfermidade transmiss\u00edvel a humanos) que afeta animais, especialmente gatos, podendo tamb\u00e9m contaminar c\u00e3es. A doen\u00e7a \u00e9 causada por um tipo de fungo, <em>Sporothrix schenckii<\/em>, que provoca profundas les\u00f5es na pele semelhantes \u00e0 leishmaniose. A epidemia \u00e9 crescente no <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, em <strong>2016<\/strong> o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel fez <strong>13.536<\/strong> atendimentos, um n\u00famero superior ao verificado em <strong>2015<\/strong>, quando foram registradas <strong>3.253<\/strong> ocorr\u00eancias. Em humanos, a secretaria registrou 580 casos.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2542 size-full\" src=\"https:\/\/labovet.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/esporotricose-blog2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/labovet.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/esporotricose-blog2.jpg 400w, https:\/\/labovet.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/esporotricose-blog2-300x300.jpg 300w, https:\/\/labovet.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/esporotricose-blog2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<h2>Aten\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O fungo <em>Sporothrix schenckii<\/em>, pode se instalar em diversos tipos de animais, mas atinge mais os gatos por seus h\u00e1bitos de ca\u00e7a, disputas territoriais e contato com material org\u00e2nico em decomposi\u00e7\u00e3o como: cascas de \u00e1rvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. As brigas entre eles, natural do comportamento felino, facilitam a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em virtude dos machucados. Com o fungo instalado, o gato transmite a doen\u00e7a atrav\u00e9s de arranh\u00f5es, mordidas e contato direto com a pele lesionada.<\/p>\n<h2>Cuidados<\/h2>\n<p>Pesquisas afirmaram que o gato \u00e9 o animal dom\u00e9stico mais sens\u00edvel \u00e0 <strong>esporotricose<\/strong>. O cachorro raramente adoece e raramente transmite a doen\u00e7a a outros animais. Nos humanos, \u00e9 transmitida por arranh\u00f5es e contato direto com a pele lesionada. A <strong>esporotricose<\/strong> \u00e9 cur\u00e1vel, os donos de gatos n\u00e3o devem abandonar e, muito menos, sacrifica-los. Apesar de poder levar o gato a \u00f3bito, o tratamento no in\u00edcio da infec\u00e7\u00e3o pode ser bastante eficiente.<\/p>\n<h2>Manifesta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>\u00c9 importante observar nos animais sinais como feridas no focinho e membros. Os sinais podem variar de animal para a animal, mas \u00e9 comum que os ferimentos sejam profundos, geralmente com pus, n\u00e3o cicatrizam e costumam progredir para o resto do corpo. Sintomas como a perda de apetite, apatia, emagrecimento, espirros e secre\u00e7\u00e3o nasal tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A <strong>esporotricose<\/strong> em humanos se manifesta na forma de les\u00f5es na pele, come\u00e7am com um pequeno caro\u00e7o vermelho, que evolui para uma ferida. Geralmente aparecem nas m\u00e3os, nos bra\u00e7os, nas pernas ou no rosto, \u00e0s vezes formando uma fileira de pequenos n\u00f3dulos ou machucados. Como pode ser confundida com outras doen\u00e7as de pele, o ideal \u00e9 procurar um dermatologista para obter um diagn\u00f3stico adequado.<\/p>\n<h2>Tratamento<\/h2>\n<p>O tratamento ir\u00e1 depender do est\u00e1gio da doen\u00e7a, antif\u00fangicos orais podem ser administrados por per\u00edodo de tempo prolongado, em alguns casos ultrapassando seis meses. Nos gatos, est\u00e1gios avan\u00e7ados da doen\u00e7a, com m\u00faltiplas e graves les\u00f5es, s\u00e3o de dif\u00edcil tratamento, e esta indica\u00e7\u00e3o deve ser avaliada criteriosamente somente por um m\u00e9dico veterin\u00e1rio. Vale ressaltar que a doen\u00e7a \u00e9 trat\u00e1vel e o diagn\u00f3stico dos animais pode ser feito na maioria das cl\u00ednicas veterin\u00e1rias. Por esse motivo jamais abandone, maltrate ou sacrifique o animal com sintomas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Procure um m\u00e9dico veterin\u00e1rio que ir\u00e1 indicar o melhor tratamento e as medidas necess\u00e1rias para cuidar de seu animal sem colocar sua pr\u00f3pria sa\u00fade em risco.<\/p>\n<h2>Preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Infelizmente ainda n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vacina animal ou humana contra a esporotricose. Para prevenir, tutores de gatos devem castrar os animais e mant\u00ea-los maior parte do tempo em casa, evitando assim o poss\u00edvel contato com locais ou animais contaminados. Em humanos, a preven\u00e7\u00e3o se d\u00e1 no uso de roupas protetoras ao manusear o jardim ou outros materiais que possam estar contaminados com o fungo causador.<\/p>\n<p><strong>Quer saber mais como cuidar melhor do seu bichinho de estima\u00e7\u00e3o? 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