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Raiva em gatos: conheça os sintomas e cuidados com essa doença

21
jun 2017
Raiva em gatos: conheça os sintomas e cuidados com essa doença

Certamente, você já ouviu falar sobre a raiva em cães. Esta doença, extremamente séria, é causada pelo vírus da família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus, que se aloja no sistema nervoso dos cães, levando-os a óbito em 99,9% dos casos.

Historicamente, a raiva é associada a cães. Mas você sabia que a ela oferece risco a todos os mamíferos? Além de cães, a raiva pode ser contraída por bovinos, cavalos, ovinos, mamíferos silvestres, homem (sendo a raiva uma zoonose) e até mesmo os gatos.

Por isso, no post de hoje, vamos falar sobre a raiva em gatos, os sintomas e os cuidados essenciais para que seu animal de estimação não sofra com esta doença. Acompanhe.raivagatos-blog2

O contágio da raiva em gatos 

O tipo de contágio da raiva em gatos é idêntico à raiva em cães. Um gato, ao ter contato com outro mamífero infectado, através de arranhaduras, lambida de mucosas ou contato com a saliva recebe o vírus que se multiplica e atinge o sistema nervoso, alcançando, em seguida, outros órgãos e glândulas salivares, onde se replica, e, em poucos dias, o animal vai a óbito. O agente transmissor da raiva em gatos, portanto, é qualquer mamífero que esteja contaminado com o vírus e tenha contato com o felino.

Os sintomas da raiva em gatos 

Como já dito, o vírus da raiva afeta o sistema nervoso do animal. Após o contato com o mamífero infectado, não é possível identificar imediatamente nenhuma alteração visível ou comportamental. As primeiras alterações podem se manifestar uma semana ou meses após o contato com o vírus, isso vai depender do felino e do local do corpo onde ocorreu a transmissão. Para esta fase, damos o nome de período de incubação.

Assim que o vírus se espalha pelo corpo do felino, as primeiras mudanças de comportamento são evidenciadas. Ele fica inquieto, com miado anormal, tem vômitos constantes, salivação e cansaço excessivos. Lembrando que gatos são reconhecidamente “preguiçosos”, no entanto, na fase inicial da doença, o cansaço ocorre com uma frequência ainda maior e vem acompanhado de outros sintomas, como a anorexia, fotofobia (alta sensibilidade à luz), aumento de temperatura (febre) e hidrofobia (aversão à água).

Com a evolução da doença, a sintomatologia atinge uma fase conhecida como de excitação ou furiosa. Nesta, o gato tende a ficar ainda mais irritável, raivoso, apresentando bruscas mudanças comportamentais, podendo chegar a morder e a atacar o dono ou outros animais.

Por fim, chega a fase paralítica. Nesta, há crise convulsiva e paralisia do animal, evoluindo para o coma e posterior morte.

Busque ajuda veterinária o quanto antes

Não há tratamento para a raiva em gatos: a vacinação é a melhor (e única!) opção

Infelizmente a raiva não tem tratamento, sendo letal para os gatos. Dependendo do estágio da doença, a eutanásia é a única opção, acabando com o sofrimento do animal.

A melhor forma de proteger e oferecer uma vida saudável ao seu gato é a prevenção. E o método mais eficiente é o mesmo utilizado em cães: a vacina antirrábica.

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Quando vacinar o seu gato
Você já viu que o processo de imunização mais eficaz e seguro contra a raiva para o seu gato é a vacinação! Mas você sabe quando vacinar?

Bem, os gatos devem receber a primeira dose da vacina antirrábica aos 3 meses de idade, o que confere a imunização por 1 ano. Ela é adquirida 21 dias após a vacinação, portanto é importante que você impeça que seu gato tenha contato com animais não vacinados nesse período e que faça a revacinação todos os anos.

Ainda está com dúvidas sobre a raiva em gatos e a melhor forma de administração da vacina antirrábica? Manda pra gente sua pergunta! Vamos ajudá-lo!

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