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Abandono de animais cresce

2021-04-05 13:29:17
Labovet
05
abr2021
Abandono de Animais Cresce Pandemia

O abandono de animais sempre foi um problema em nosso país. Em meio à pandemia, qual o cenário de abandono no Brasil? Saiba a resposta nesse post.

De abril a julho de 2020, a adoção de animais aumentou 50%. Em contrapartida, hoje, um ano depois, estamos no auge da pandemia, enfrentando uma crise sanitária e econômica e o que aumentou foi o abandono.

No início da pandemia, as ONG’s Protetoras de Animais receberam a melhor notícia em muito tempo: havia aumentado a procura por adoção de cães e gatos. Isso pode ser explicado porque o novo coronavírus fez com que se estabelecesse o isolamento social no país e as pessoas passaram a ficar em casa, e muitas vezes sozinhas.

A psicoterapeuta Clarisse Souto, em entrevista para o site Consumidor Moderno, explica que os seres humanos são seres sociais e necessitam de interação. “O ser humano é um ser social, e quando se isola, enlouquece. Um bom exemplo para ilustrar isso é a bola de vôlei Wilson, do filme Náufrago. O que para nós parece um desequilíbrio mental por parte do personagem, na verdade é um mecanismo de defesa criado pela plástica psíquica dele para não perder a sociabilidade, elemento fundamental para uma mente saudável”, conta.

O abandono de animais

Entretanto, depois do entusiasmo inicial com a companhia animal, veio a crise e o auge da pandemia que estamos enfrentando agora. De acordo com dados da AMPARA Animal, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) de apoio às causas animais em todo o país, o abandono de animais cresceu 70% na pandemia. A volta ao trabalho presencial, recordes nos índices de desemprego e o fim do auxílio emergencial são fatores que podem ter influenciado esse número.

Os animais são abandonados porque não cabem mais nos planos financeiros e pessoais das pessoas, crescem e não são mais tão fofinhos mais, quebram e destroem coisas e muitas vezes simplesmente porque seus tutores não os querem mais.

Uma pesquisa de 2015 do IBOPE e Instituto Waltham apontou que a cada 10 brasileiros, 6 deixariam seu animal para trás caso precisasse mudar de casa. Outros motivos listados são falta de tempo, questões comportamentais e a chegada de um filho.

Além disso, outro motivo comum para o abandono de animais antes mesmo da COVID-19 é a adoção por impulso. No momento de fragilidade e carência as pessoas adotam o bichinho sem pensar na responsabilidade que é ter uma vida para cuidar. O animal exige, além de carinho e atenção, cuidados médicos, alimentação e tempo.

Ainda de acordo com a AMPARA, os animais preteridos nas adoções também são os mais abandonados, sendo esses os cachorros de pelo curto e preto, porte médio e sem raça definida. Eles formam a grande parte dos 20 milhões de cães abandonados no país, número de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Posse responsável

As pessoas precisam entender que um animal, ao ser adotado ou comprado, vem com muitas responsabilidades a serem cumpridas. Ele precisa de alimentação e água, brinquedos e conforto, medicamentos e consultas veterinárias. Ao escolher ter um animal a pessoa deve ficar ciente que tem uma vida sob sua tutela. E o bem-estar e saúde dessa vida são de suma importância.

É importante manter as vacinas do animal em dia, assim como a vermifugação e a higiene. Consultas regulares ao Médico Veterinário para verificar quaisquer problemas e se possível, a castração.

O Labovet criou um manual de adoção responsável com todas as informações que você precisa saber para que não haja problema nenhum no processo. Você pode acessá-lo AQUI!